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(Re-)significando o espaço como capital: contribuições de estudo com empreendedores locais.
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(Re-)significando o espaço como capital: contribuições de estudo com empreendedores locais.

2.017 Vitória, Brazilian Business Review, v. 14, n. 5, set./out. 2017..   SANT'ANNA, Anderson de Souza;  DINIZ, Daniela Martins. Artigo Sant'Anna, Anderson de Souza SANT'ANNA, Anderson de Souza;  DINIZ, Daniela Martins. Tomando como referência as abordagens adotadas por Bourdieu (2010) e Jacobs (2011), este artigo tem como foco apresentar os resultados de um esforço de pesquisa destinado a investigar as relações entre os construtos Espaço e Dinâmica Social. Neste sentido, visa investigar de que maneira as relações entre diferentes agentes sociais - com ênfase nos papeis desempenhados por empreendedores locais - que, ao mobilizar diferentes capitais - econômicos, sociais, culturais e simbólicos (BOURDIEU, 2010) - condicionam e são condicionados por configurações espaciais específicas, criadores de dinâmicas socioespaciais que são facilitadores da diversidade em maior ou menor grau (JACOBS, 2011). Para tal, foi conduzida pesquisa inspirada na Grounded Theory, envolvendo análise documental, observação direta e 41 entrevistas semiestruturadas com empreendedores, moradores, transeuntes e formadores de opinião inseridos na dinâmica de importante rua da periferia da cidade de Sete Lagoas (MG). Resultados notáveis incluem a relevância de estudos que traçam considerações mais sistemáticas, extrapolando os capitais econômico, social, cultural e simbólico (BOURDIEU, 2010), atribuindo maior importância ao "capital espacial", comumente relegado a segundo plano não somente na "Teoria da Ação Prática", de Bourdieu como também em estudos clássicos em Economia e Geografia (SANTOS, 2012). Outro resultado significativo deste estudo é que os sujeitos personificados nos diferentes tipos de empreendedores identificados - Tradicionais, Modernos e Bricoleurs - não emergem, nem atuam em um vácuo socioespacial, nem são independentes uns dos outros. Ao contrário, fazem parte de uma ecologia social comunitária (HANNAN; FREEMAN, 1984), repleta de disputa, colaboração e sinergias intencionais e inconscientes, em que o espaço, além das forças tecnológico-econômicas, desempenha um papel relevante. Português