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Seminário Gestão da Inovação

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O comportamento inovador tornou-se um dos principais diferenciais das economias, com impactos no seu nível de desenvolvimento, índices de crescimento e dinamicidade.

Mas, se inovar é opção estratégica fundamental para sustentar a competitividade e o crescimento, por que as empresas não inovam?

Clique aqui e deixe a sua opinião.

Enviado por email: 29/05/2009 14:16 by
Analisando-se sob o ponto de vista prático e pragmático  poderíamos listar  pelo menos uma dezena de  fatores que levam as empresas a não inovar, desde a questão cultural, passando pela pouca disponibilidade de recursos, ausência de visão de futuro, etc.. ou seja tópicos extensamente debatidos nos fóruns de inovação.
 
Porém adentrando no campo filosófico, não podemos deixar de citar que 'inovar' é também uma questão associada ao indivíduo, ou seja, ao dom e desejo particular do empresário.
Analogicamente falando, como somos o país do Pelé e do Penta, pense na formação de um 'time de futebol'. Temos os jogadores "operários", importantes para o a equipe que simplesmente mantém a formação do time,  e aqueles cujo "dom" faz a diferença criando o espetáculo.
 
Portanto, considero inicialmente necessário que exista inicialmente esses 'dons',  ou seja, indivíduos desapegados das convenções  dentro do mundo empresarial para que,  a partir desse ponto, rompamos com as barreiras que impedem a inovação no país.
 
Roberto Q. M. Alcântara
ANGELUS - Ciência e Tecnologia 
 
Postado: 01/06/2009 09:56 by
Caro Roberto, vou pedir licença de discordar de você. Concordo que ha indivíduos mais criativos do que outros. Tenho procurado entender melhor este assunto e chego à conclusão que mais do que um "dom", criatividade é também um processo cognitivo associado aos incentivos que recebemos em nosso processo de formação. Mas esta é outra história e assunto para um outro fórum. Inovação, por outro lado, é um esforço coletivo das organizações de transformar ideias, oportunidades, problemas em algo diferenciado. Este algo pode ser uma tecnologia, um produto, serviços, modelos de negócios, etc. O Schumpeter chamava isto de "combinações novas". O esforço de inovação deveria ser portanto uma atividade organizacional assim como a produção, a gestão, a geração de resultados. O problema que vários que contribuíram com este fórum sugerem é que talvez por enfatizarmos em demasiado ao resultado de curto prazo, ou a cultura do imediatismos, como chamou o Daniel Arruda da Dow Brasil, nos esquecemos desta atividade essencial que passa a ser vista como exceção. Carlos Arruda Fundação Dom Cabral
Enviado por email: 04/06/2009 10:41 by
Ouso acrescentar outro tempero à brilhante discussão, e tratar do tema de forma mais genérica: muitas vezes, confundimos inovação com invenção, com práticas ainda não convenientemente testadas e precipitadamente implantadas!
Nossa cultura empresarial ainda é relativamente recente, reveste-se de uma dinamicidade assustadora, faltam-nos resultados de pesquisa em muitas áreas, e o preconceito diante de inovações acaba tendo até razão de ser, em algumas situações.
 
Enviado por email: 04/06/2009 16:46 by
Acho que as empresas têm dificuldade de inovar por vários motivos, mas o principal é que inovar dói. Dói porque o exercício é fundamental e não são poucos os erros para um acerto relevante, dói porque ela normalmente se soma a outras atividades diárias que estão vinculadas às metas do ano, dói porque exige muito mais esforço de negociação com outras áreas da empresa, e assim por diante.
 
Concordo com os colegas que afirmam ser a cultura um grande entrave, mas também quero lembrar que uma empresa possui muitas subculturas. Em alguns casos, a empresa é super inovadora em P&D, mas completamente conservadora nas formas de promoção e relacionamento com clientes. Os movimentos de 'customer focus' estão se ampliando, mas vejo ainda alguma dificuldade em torná-lo algo realmente horizontal dentro de uma empresa.
 
A inovação precisa de bons agentes de mudança. Se eles não existirem, o exercício deixa de ser estimulante para ser completamente frustrante.
 
Viviane Mansi
Gerente de Assuntos Corporativos
Merck Sharp & Dohme
 
Enviado por email: 04/06/2009 16:50 by
ffadfasdfa
Enviado por email: 05/06/2009 16:47 by

A motivação de uma empresa para inovar depende também do setor de atuação. Por exemplo, no setor terciário, como sabemos, as inovações em serviços não são patenteáveis, assim, investimentos em inovação não estão protegidos podendo ser facilmente copiados pelos demais players. Por outro lado, como ensinam, Cham Kim e Renée Mauborne , em mercados muito disputados, ao focar os movimentos nos movimentos dos competidores,  perde-se oportunidades alternativas em que suas competências  poderiam ser mais úteis, assim a virtude de uma empresa esta em saber avaliar sua própria realidade.

 

David Mayer

Citi

Postado: 21/06/2009 22:39 by
Fazendo um brainstorm da opiniões dos colegas percebo que tudo começa num ponto até mais simplista. As empresas não estão existindo com o foco voltado ao cliente.Os investimentos feitos em tecnologia,treinamento e em áreas que demandam inovação e qualidade na geração de informação para os stakeholders são pensados para gerarem lucros,de variadas formas,para a empresa e naõ para o cliente. Ser de vanguarda num país em que as pessoas pensam em ganhar sozinhas não dá certo.Antes da Inovação precisa haver colaboração.Precisa de ter pessoas que independente da formação e do cargo,estejam abertas a novas pessoas. Porque por exemplo,as pessoas que aqui colocaram suas mensagens não se juntam para formentar novas idéias juntas.A possibilidade de ganhar com a troca de conhecimento e de acesso a idéias que não temos pode nos fazer mudarmos.E como queremos ser agentes de mudança se não conseguimos mudar a nós mesmo?Como obter credibilidade? Bom o que tenho a dizer é isso. Um abraço a todos, Ramon Penchel D'Aparecida Sócio-Diretor da Neogym Contato:31.78170206
Enviado por email: 30/06/2009 07:57 by
As empresas sabem que a inovação é a melhor forma de competir para o futuro, mas muitas acabam não desenvolvendo uma plataforma de inovação por várias razões:
Falta de planejamento para o médio prazo; alta expectativa de retorno no curto prazo; problemas no fluxograma de informações, inexistência de uma política governamental de incentivo a P&D e falta de uma cultura  empresarial empreendedora que possibilite o comprometimento de todas as áreas da empresa. Marcelo Guedes.
Postado: 27/05/2009 16:18 by Administrador TI
Um dos principais obstáculos a inovação nas empresas é sem dúvida a cultura do imediatismo, presente na maioria delas e exacerbado pela recente crise econômica mundial. Inovação é um processo gradual que demanda dedicação, tempo e investimento, raramente provendo resultados instantâneos. Quando o único foco é a entrega das metas do mês ou do trimestre, esforços relacionados com inovação são frequentemente relegados ao segundo plano: é mais seguro continuar trabalhando da mesma maneira nas tarefas cotidianas do que tomar o risco em explorar novos mercados, tecnologias ou processos.O suporte de todos os níveis de liderança e o compromisso com investimento de tempo e recursos e inovação é essencial para que se inove - Rui Cruz

Apesar de ser considerada uma importante ferramenta estratégica, para que uma inovação ocorra, deve-se superar o campo das idéias e ser executá-la de forma exitosa. Na maioria das empresas se pensa em muitas coisas diferentes e grandes idéias são geradas, mas não valem nada se não houver um processo ou um valor arraigado que conduza isso a implementação e caracterize portanto a inovação. Apenas o processo de implementação não basta se não existir na cultura o valor de tentar e muitas vezes arriscar.

Daniel Arruda
Dow Brasil S.A.

Postado: 27/05/2009 16:18 by Administrador TI

Poder-se-ia enumerar diversos fatores que inibem a inovação, alguns de ordem geral que afetam grandes e pequenas empresas, nacionais e multinacionais e outros mais específicos relacionados a grandes empresas multinacionais, dos quais não falarei. Entre os fatores gerais enquadram-se fatores educacionais e culturais que, não obstante serem conhecidos, não encontram solução.

 

Inovar significa usar a criatividade e como sabemos, não existe nada mais combatido pela nossa educação formal e pela cultura organizacional que a criatividade. Criatividade significa entre outras coisas, autonomia, liberdade, independência, imaginação, intuição, irreverência; em outras palavras, significa aceitar e contar com “hereges”. Ocorre que nem as escolas nem as empresas toleram os “hereges” (e não se deve confundir esta “heresia” com simples ato de rebeldia irresponsável; trata-se de uma não adequação aos limites impostos pelo poder vigente e uma proposta de superação que envolve crítica e não mera contestação). A empresa (e a escola) é o lugar da uniformidade, da centralização, da obediência, do comodismo, do conformismo, da racionalização, da rigidez, da pressão por resultados aqui e agora. Advém daí que não existe no interno das empresas o solo fértil para a inovação (e a ineficácia dos cursos oferecidos tem esta como uma das razões: eles ensinam a gerenciar o que não faz parte do “coração” da empresa).

 

Contudo, acho que aqueles fatores são como que manifestações, sintomas da dificuldade de se escolher inovar. E parece tratar-se, realmente, de uma questão de escolha, pois combater aqueles fatores culturais é uma questão de decisão e ação. E, se decido e ajo, respondo também à pertinente pergunta proposta neste fórum: Se inovar é ferramenta estratégica, por que as empresas não inovam?

 

Assim, não parece ser o conhecimento daqueles fatores ou da utilidade da inovação, a solução do problema. O que se precisa compreender é o que se esconde por trás daquela questão, isto é, saber o que leva uma coisa sabida e sonhada, qual seja, garantir a perenidade pela total diferenciação, não ser, de fato, querida? Ou, por que não decido e ajo se sei que é bom? Acho que realmente não tenho uma resposta única e direta e não pretendo me delongar em afirmações sobre o risco da inovação, que a inovação é um caminho em direção ao desconhecido etc. Desvelam-me sinais de que a inovação é sabida útil mas não assumida, porque ela se relaciona com objetivos de longo-prazo e, normalmente, os objetivos de longo-prazo, ocupam o quarto lugar entre as prioridades de uma empresa. O primeiro objetivo é o lucro no curto-prazo; o segundo, é manter o lucro no curto-prazo e o terceiro, é aumentar o lucro no curto prazo. Enquanto estes três objetivos estiverem sendo atendidos, pouco espaço sobra para o revolucionário. Mesmo porque, há uma tendência natural no ser humano que é de somente arriscar na iminência da perda. No ganho, ou na iminência dele, somos conservadores.

 

Uma visão míope, mas poderosa!

 

José Guilherme
FIAT
AUTOMÓVEIS

Postado: 27/05/2009 16:19 by Administrador TI
Acredito que a questão cultural contribue para os baixos níveis de inovação nas empresas em muito menor grau que outros entraves, como:
 
- a falta de políticas públicas de fomento à inovação;
- os elevados custos;
- a alta carga tributária;
- os riscos econômicos;
- a escassez e a dificuldade de acesso ao capital;
- a burocracia.
 
Enfim, sem um ambiente encorajador para a inovação o país dificilmente conseguirá transformar conhecimento em desenvolvimento econômico.
 
Hoje, as empresas inovam muito mais para atender as pressões da concorrência e do mercado, que por um comportamento pró-ativo em relação ao conhecimento e ao desenvolvimento de novos produtos e serviços.
 
Vejo com otimismo o esforço das universidades investindo em pesquisa e na formação das pessoas. Entretanto, um movimento para deflagrar o processo de mudança passa, necessariamente, por uma ação do governo no estabelecimento de políticas públicas, eficazes e justas, de apoio à inovação.

Marlene do Couto Souza
Conselheira Federal do Conselho Federal de Administração
Diretora Administrativa do Sindicato dos Administradores de MG/ SAEMG

Postado: 27/05/2009 16:20 by Administrador TI
Com base na minha experiência pessoal, o maior empecilho à inovação foi a invasão do Brasil pelos Espanhois e Portugueses! Quero dizer, o problema é cultural! Apesar de termos muita gente talentosa e inovadora no Brasil, temos a barreira da burocracia, da corrupção e da desonestidade generalizada. Obter recursos para inovar é praticamente impossível no Brasil! Um projeto PIPE na FAPESP ou FAPERJ pode levar 2 anos para ser aprovado! (Uma boa idéia pode ficar obsoleta nesse período) Conseguir recursos no BNDES sem “padrinho” é lenda! Basta ir nesses órgãos para ver que eles ainda funcionam, em pleno século 21, como no império! Os recursos que a Petrobras “é obrigada” a destinar às universidades são desviados para outros fins que não a inovação.
 
Ao contrario dos países desenvolvidos, o que temos no Brasil É UM GRANDE DESESTIMULO À INOVAÇÃO! É preciso ser muito teimoso, como eu, para inovar!
 
Portanto, na minha modesta opinião, a principal qualidade do inovador na Brasil é a teimosia! Fico muito feliz que uma instituição séria como a FDC esteja abordando o tema; O Brasil precisa de alguém com coragem, poder e recursos para cuidar da inovação sem interferência política e de forma profissional.
 
Julio Alonso
ASEL-TECH
Editado: 27/05/2009 16:31 by Administrador TI

Maiores empecilhos à inovação do ponto de vista ds PME

A arte de manter os produtos competitivos, deve formar parte da estratégia de uma empresa. Quando o empreendedor não visualiza que o ativo intangível é o verdadeiro valor de sua empresa, ficará concentrando em fabricar e vender os produtos que tem hoje: obsolescência e declínio em médio prazo.

A inovação é feita por indivíduos e não por grupos, de forma repentina e surge de uma associação de idéias ou conceitos multidisciplinares estimulados por uma ameaça ou oportunidade comercial.

Inovar é cultural e exige do empreendedor curiosidade, insistência, conhecimento em vários campos do saber e capacidade de extrapolar e associar idéias: por isso é que temos poucos inovadores.

O mais difícil: ter capacidade de transformar um “insight”  num produto concreto.

A falta destas expertises faz com que muitos empreendedores apenas copiem o que os outros fazem, sem trazer diferenciais competitivos.

O empreendedor nato é criativo e funda uma empresa para dar vazão a suas idéias e a inovação é sua principal ferramenta.

O erro histórico do Brasil foi acreditar que a inovação vem da academia, cujos pesquisadores têm vocação no aprofundamento do conhecimento num tema específico e raramente são multidisciplinares: bom para ciência e ineficaz para a inovação. 

A concepção de que lucro era proibido, que as empresas não tinham direito a subvenções (dinheiro do povo) e que os incentivos tinham que ser administrados pela academia (MCT-SEPIN por exemplo) provocou o maior dos estragos e distorções. Ficamos 15 anos com o pé no freio da inovação.

Estas forças ideológicas e culturais atrasaram a inovação e impediram tomar o caminho pragmático dos coreanos ou, sem ir mais longe, dos colombianos, uruguaios e argentinos.

Os principais empecilhos são:

- Empreendedores despreparados.

Já temos em 2009 grandes movimentos nacionais do Sebrae preparando os empreendedores especificamente para a inovação.

Falta cultura de gestão de tecnologia e preparação de planos de negócios e estratégias

- A burocracia ainda elevada freia qualquer tentativa de obter incentivos e financiamentos baratos decentes. Vai ser difícil mudar, pela natureza do dinheiro e dos objetivos dos bancos.

- Fluxo do conhecimento tecnológico instituição-empresa emperrado simplesmente porque são tribos diferentes. É necessário criar instituições ou centros de P&D multidisciplinares exclusivamente voltados para a inovação e para resultados pragmáticos.

Martin Izarra
Presidente Brapenta
Diretor ANPEI
Conselheiro SEBRAE Nacional

Postado: 27/05/2009 16:21 by Administrador TI
A Inovação, na minha opinião não é um assunto recente no Brasil ou no mundo, no passadoentendo que utilizavamos "outros nomes" para descrever o mesmo "conceito", desde Reengenharia, Círculos de Controle de Qualidade, Procedimentos, fluxogramas, etc, etc.
 
Não vejoum consenso sobre o significado de Inovação, é um conceito abstrato, varia de acordo com percepção de cada um.
 
Coma produção em massa vieram problemas em massa sobre qualidade, para assegurar que os produtos fossem sempre adequados e de qualidade igual, muito se fez para buscar novidades produtivas, processos mais eficientes, máquinas mais rápidas, mais economicas (já seria isso "Inovação" ???).
 
Na década de 40 tivemos a Segunda Grande Guerra, a indústria bélica precisava de produtos inovadores para surpreender o inimigo,fazer o quê então? Desenvolveram mísseis, tanques, a bomba atômica, no meio de tudo isso Deming popularizou o PDCA, uma idéia genial que trazia como brinde (tipo Kinder Ovo) um conceito de melhoria contínua, será que isso já era INOVAÇÃO ??
 
Adécada de 50 iníciou a fase da Qualidade, no Japão aparecem os conceitos do CEP, Ishikawa (espinha-de-peixe) chegamos na era das Normas (ISO 9000), etc. que basicamente avaliavam o processo e buscava fazer os líderes pensarem como fazer melhor e diferente (já seria isso "Inovação" ???).
 
Empresas que evoluiram com sucesso sempre focaram em mudanças Inovadoras (exemplos: Post-It,Ipod) as que procrastinaram pagaram um alto preço em forma de perda de mercado e lucratividade, vale lembrar que competidores "competentes" (ou seriam inovadores)não esperam !
 
Anos atrás todos veículos rodavam velozes impulsionados por carburadores, de repente, ao seu lado apareceram veículo equipados com "injeção eletrônica" os fabricantes de carburadores não resistiram e não tiveram tempo para responderem tempo, perderam a "corrida" (ou não inovaram ??).
 
Resumindo acredito que INOVAÇÃOna verdade deva ser traduzido por SATISFAÇÃO DO CLIENTE que, pela natureza humana, são constantemente "insatisfeitos" e querem bens novos, diferentes, que gerem STATUS (exemplo: Mont Blanc / Louis Vuitton), daí chegarmos a CUSTOMER EXPERIENCE, que é a parte sensorial / percepção do Cliente.
 
Antonio Carlos Tegeda
Dow
Postado: 27/05/2009 16:21 by Administrador TI
A inovação é o coração da mudança econômica. A competitividade das empresas depende, em grande parte, da sua capacidade de inovar. E, cada vez mais, o diferencial das empresas está cada vez mais centrado na inteligência organizacional e nos seus bens intangíveis. Produtos e serviços inovadores são resultados do alinhamento entre competências, processos internos bem estruturados e um fluxo eficiente de informação e conhecimento.
 
A falta de autoconhecimento por parte das empresas é uma grande barreira para inovação. Para inovar as empresas precisam conhecer seus pontos fortes e fracos e definir estratégias que fortaleçam sua competitividade e sejam coerentes a suas expectativas.
 
Outros fatores inibidores da inovação estão relacionados a falta de compartilhamento de conhecimento e da visão de futuro da empresa. Observamos, ainda, que os projetos de inovação no Brasil são frequentemente relacionados a custos e riscos. Para mudar esta percepção, é necessário alinhar os projetos de inovação as metas estratégicas de cada empresa, buscando ferramentas que sejam aderentes a sua cultura.
 
Por outro lado, observamos que muitas empresas brasileiras vêem nas crises ótimas oportunidade para se diferenciar e desenvolver novos produtos, serviços, processos e parcerias. Empresas inovadoras como Natura, Fiat e Embraer, dentre outras - investem fortemente na capacitação de seus colaboradores para promover seus processos de inovação.
 
Os programas para desenvolvimento de competências são fundamentais para orientar de forma assertiva os projetos de inovação. A educação corporativa é uma importante aliada para promover a competitividade empresarial, oferecendo ferramentas para fortalecer seus diferenciais. Além disso, nos cursos oferecidos pela FDC percebemos que a troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes empresas e áreas constitui uma rica oportunidade de desenvolver soluções inéditas e estratégias de inovação, fortalecendo a capacidade organizacional de lidar com a mudança.

Lia Krucken
Professora FDC

Postado: 27/05/2009 16:21 by Administrador TI
Na minha opinião, os principais empecilhos hoje estão muito mais associados à capacidade das empresas em tornar inovação um item concreto nos seus modelos de negócio e gestão corporativa. Acredito que, no Brasil, há uma soma de 2 aspectos principais: um modelo de gestão corporativo focado no desenvolvimento de produção em escala e baixa colaboração corporativa, e uma cultura de que inovação sinônima ao significado de P&D que não é a mesma coisa.
 
Tenho dúvidas se este cenário de "ausência de inovações nas empresas" é real, ou se as empresas não também conseguem identificar inovações sendo realizadas no dia a dia das suas operações. Veja que isto é tão similar quanto a diversas discussões sobre Gestão de Conhecimento da última década. Esta incapacidade de captura do que existe dentro, somada com um modelo organizacional e empresarial que não consegue capitalizar seus próprios resultados criados, podem ter consequência a ausência de percepção da sistemática da origem do valor agregado criado em inovações corporativas, as quais conseguem ser transferidas de forma dispersa ao mercado.
 
Bom, acredito que há certamente outras questões que vêm sendo bastante discutidas sobre o assunto. Resolvi focar nesse porque entendo que este é mais relevante ao momento.

 
Flávio Pimentel
Corporate Innovation Director
Ci&T
Postado: 28/05/2009 10:15 by

Até o ano passado tive a oportunidade de gerenciar a área de inovação tecnológica da Eletronorte, mais especificamente o Programa Corporativo de P&D. Em 5 anos desenhamos e construímos um SGTI (Sistema de Gestão de Tecnologia e Inovação) robusto, que hoje utilizamos para tentar alavancar a inovação em nossa organização. No ano passado, conclui uma especialização na Unicamp sobre Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica, e após toda esta andança pelos meandros da C&T e Inovação enxergo alguns pontos que merecem atenção, quais sejam:
 
1 - A industria brasileira, assim como o Estado não entendem claramente a inovação tecnológica como um diferencial competitivo, capaz de trazer vantagem competitiva concreta, uma pesquisa da ANPEI indica que grande parte da industria entende INOVAR a compra de um novo equipamento para sua linha de produção;
2 - Por sua vez, o sistema de C&T brasileiro, fundamentado/financiado pelo FNDCT ainda alimenta a velha cultura de que C&T, P&D, Inovação são sinônimos de geração de conhecimento, e não de aplicações práticas (soluções tecnológicas aplicáveis) para problemas reais da indústria. O Exemplo disto é que o grande esforço de inovação no país continua atrelado a escolas/universidades;
3 - Um outro fato real é que o governo brasileiro disponibiliza para P&D anualmente, quase o mesmo montante de recursos recolhidos pela indústria a título de royalties por uso de tecnologias importadas, sendo poucos os programas e projetos orientados ao desenvolvimento de tecnologias nacionais para substituição de tecnologias conhecidas fora;
4 - Finalizando, para não me estender demais, a compreensão em nossas empresas da real importância da estratégia de diferenciação por meio da inovação, não é uma realidade na alta direção, o que faz dos gestores das áreas de GTI, verdadeiros heróis, que se esforçam continuamente para provar o obvio, qual seja, a INOVAÇÃO como um importante Fator Crítico de Sucesso para industria brasileira.
 
Alfredo Luiz de Souza
Superintendência de Engenharia de Operação e Manutenção da Geração da Eletronorte - COG

 
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