|
 |
| Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XsnLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | FileType | xsn | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.2 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.3 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.4 | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 255 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 256 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 256 |
|
|
| Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XsnLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | FileType | xsn | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.2 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.3 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.4 | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 255 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 256 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 256 |
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
Portal FDC > Página Principal > Espaço de Diálogo Sustentabiliadde
|
|
17/05/2012Por: Lucas Amaral Lauriano – Pesquisador da FDC
Como vimos em nosso texto introdutório, um conjunto de mudanças que nos levam a um estágio de capitalismo sustentável tem ocorrido no cenário internacional. As empresas, nesse sentido, têm buscado o equilíbrio de suas atividades de maneira a responder a essas transformações, sendo uma delas a mudança nos valores.
Os valores são vistos como dados pela grande maioria das pessoas; contudo, eles se modificam a cada geração, sendo uma construção baseada em nossas experiências. Quando há a mudança nos valores, as sociedades e as empresas enfrentam novos desafios, e somente aquelas preparadas para lidar com as questões advindas dos novos valores conseguem se perpetuar.
As questões ambientais e de direitos humanos têm ganhado relevância no cenário global, e muitas organizações têm enfrentado a força da opinião pública e da sociedade civil organizada. Um dos casos mais ilustrativos nessa questão é o da Nike, que nos anos 90 enfrentou acusações de trabalho infantil no Paquistão e Camboja. Desde então, a organização tem tomado medidas para diminuir o impacto negativo de suas atividades. A empresa, hoje, utiliza materiais recicláveis em suas embalagens, controla de perto os fornecedores, produz relatórios de sustentabilidade, dentre outras medidas que buscam reconquistar a confiança da comunidade internacional e melhorar sua reputação. Mesmo tendo ocorrido nos anos 90, não é raro observar situações similares nos dias atuais. Recentemente, a Zara foi acusada de trabalho escravo na Indonésia, gerando riscos de imagem, reputação e, ainda, boicote em diversas partes do mundo.
Esses casos mostram o despreparo de parte das organizações para lidar com essas questões. Reconhecendo tal incapacidade, as empresas começam a adotar um processo denominado de autorregulação. Esse processo consiste na adoção de abordagens voluntárias, baseadas em incentivos, mercados e informação. Certificações, padrões internacionais, divulgação de informações e auditorias externas fazem parte do conjunto de iniciativas caracterizadas pela autorregulação. Quando se fala em autorregulação, contudo, significa dizer que essas iniciativas são voluntárias somente no sentido legal, já que cada vez mais a adoção dessas medidas garante a sobrevivência das organizações em um mercado cada vez mais competitivo, como vimos em nosso último artigo.
A autorregulação surge como uma tentativa de diminuir os riscos que as novas questões trazem às organizações, e mostram, ainda, que as empresas têm reconhecido que suas atividades são por demais complexas para serem tratadas somente dentro das empresas. Com o processo de globalização das mais diversas cadeias produtivas, controlar todos os fornecedores, materiais, processos e atividades que envolvem a confecção de um produto torna-se extremamente complexo. Ao mesmo tempo, as novas gerações, com seus valores, esperam que as empresas atuem de maneira a diminuir ao máximo os impactos negativos ambientais, econômicos e sociais de suas atividades.
Apesar de ser um desafio para muitas empresas, aquelas que lidam bem com essas novas questões, adquirem vantagens competitivas, além de ganhos de imagem e reputação consideráveis. Lidar com os novos valores é, acima de tudo, reconhecer a necessidade da ação coordenada entre as diversas partes, sejam elas as ONGs, sociedades ou outras empresas.
No próximo artigo da série, veremos como a transparência tem revolucionado a maneira como as organizações atuam. Os artigos da série serão publicados a cada quinze dias, e seus títulos podem ser visualizados abaixo:
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Transparência
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Tecnologia do Ciclo de Vida
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Parcerias
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Tempo
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Governança Corporativa
O principal insumo para a produção dessa série de artigos são as considerações realizadas por John Elkington, o criador da abordagem Triple Bottom Line, bastante utilizada pelas organizações. Para saber mais sobre esse enfoque, leia o Caderno de Ideias “Abordagens para a sustentabilidade nas organizações”.
Por: Lucas Amaral Lauriano – Pesquisador da FDC
Como vimos em nosso texto introdutório, um conjunto de mudanças que nos levam a um estágio de capitalismo sustentável tem ocorrido no cenário internacional. As empresas, nesse sentido, têm buscado o equilíbrio de suas atividades de maneira a responder a essas transformações, sendo uma delas a mudança nos valores.
Os valores são vistos como dados pela grande maioria das pessoas; contudo, eles se modificam a cada geração, sendo uma construção baseada em nossas experiências. Quando há a mudança nos valores, as sociedades e as empresas enfrentam novos desafios, e somente aquelas preparadas para lidar com as questões advindas dos novos valores conseguem se perpetuar.
As questões ambientais e de direitos humanos têm ganhado relevância no cenário global, e muitas organizações têm enfrentado a força da opinião pública e da sociedade civil organizada. Um dos casos mais ilustrativos nessa questão é o da Nike, que nos anos 90 enfrentou acusações de trabalho infantil no Paquistão e Camboja. Desde então, a organização tem tomado medidas para diminuir o impacto negativo de suas atividades. A empresa, hoje, utiliza materiais recicláveis em suas embalagens, controla de perto os fornecedores, produz relatórios de sustentabilidade, dentre outras medidas que buscam reconquistar a confiança da comunidade internacional e melhorar sua reputação. Mesmo tendo ocorrido nos anos 90, não é raro observar situações similares nos dias atuais. Recentemente, a Zara foi acusada de trabalho escravo na Indonésia, gerando riscos de imagem, reputação e, ainda, boicote em diversas partes do mundo.
Esses casos mostram o despreparo de parte das organizações para lidar com essas questões. Reconhecendo tal incapacidade, as empresas começam a adotar um processo denominado de autorregulação. Esse processo consiste na adoção de abordagens voluntárias, baseadas em incentivos, mercados e informação. Certificações, padrões internacionais, divulgação de informações e auditorias externas fazem parte do conjunto de iniciativas caracterizadas pela autorregulação. Quando se fala em autorregulação, contudo, significa dizer que essas iniciativas são voluntárias somente no sentido legal, já que cada vez mais a adoção dessas medidas garante a sobrevivência das organizações em um mercado cada vez mais competitivo, como vimos em nosso último artigo.
A autorregulação surge como uma tentativa de diminuir os riscos que as novas questões trazem às organizações, e mostram, ainda, que as empresas têm reconhecido que suas atividades são por demais complexas para serem tratadas somente dentro das empresas. Com o processo de globalização das mais diversas cadeias produtivas, controlar todos os fornecedores, materiais, processos e atividades que envolvem a confecção de um produto torna-se extremamente complexo. Ao mesmo tempo, as novas gerações, com seus valores, esperam que as empresas atuem de maneira a diminuir ao máximo os impactos negativos ambientais, econômicos e sociais de suas atividades.
Apesar de ser um desafio para muitas empresas, aquelas que lidam bem com essas novas questões, adquirem vantagens competitivas, além de ganhos de imagem e reputação consideráveis. Lidar com os novos valores é, acima de tudo, reconhecer a necessidade da ação coordenada entre as diversas partes, sejam elas as ONGs, sociedades ou outras empresas.
No próximo artigo da série, veremos como a transparência tem revolucionado a maneira como as organizações atuam. Os artigos da série serão publicados a cada quinze dias, e seus títulos podem ser visualizados abaixo:
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Transparência
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Tecnologia do Ciclo de Vida
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Parcerias
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Tempo
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Governança Corporativa
O principal insumo para a produção dessa série de artigos são as considerações realizadas por John Elkington, o criador da abordagem Triple Bottom Line, bastante utilizada pelas organizações. Para saber mais sobre esse enfoque, leia o Caderno de Ideias “Abordagens para a sustentabilidade nas organizações”.
09/05/2012
Por: Eduarda Ribeiro Carvalhaes, bolsista de pesquisa da FDC
Como visto nos textos anteriores, o ICLEI possui diversos projetos e palestras que visam o desenvolvimento sustentável no âmbito dos governos locais. Uma dessas iniciativas é o projeto PoliCS - Políticas de Construção Sustentável -, que se integra à campanha internacional de Cidades pela Proteção do Clima (CCP).
Visando mitigar a propagação dos gases de efeito estufa no setor da construção civil, o projeto, de cunho internacional, atua em diversas cidades da América do Sul, como Belo Horizonte, Buenos Aires e Montevidéu. Além disso, conta com a parceria de alguns municípios dos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.
Com o apoio do governo Britânico, o projeto procura o fortalecimento institucional dos governos e o aumento da sua capacidade em implementar políticas no âmbito da construção sustentável. Nessa concepção, também há um incentivo ao cumprimento de normas e leis locais por meio de uma ampla campanha de comunicação, do fortalecimento de parcerias e do desenvolvimento e aplicação de ferramentas e metodologias.
Os impactos da construção civil nos bens comuns naturais do mundo são diversos e problemáticos. No âmbito da América Latina, mais da metade dos recursos naturais extraídos são consumidos pelo setor. Ademais, a geração de resíduos provindos de construções ultrapassa a totalidade do lixo urbano. Uma construção sustentável requer, por tanto, a minimização do consumo e aumento de eficiência na utilização de recursos naturais. Levando em consideração a variável ambiental e a comunidade envolvida nas atividades do setor da construção, é priorizada também a utilização de recursos renováveis, assegurando a qualidade, a eficiência e o respeito aos consumidores e a todos os indivíduos afetados, direta ou indiretamente.
Dessa forma, o PoliCS estabelece um compromisso dos governos locais para uma melhor atuação frente a problemas comuns globais, tendo como foco na eficiência energética e o fomento das tecnologias de baixa emissão de carbono, garantindo uma economia mais efetiva do setor da construção e influenciando toda a sua cadeia no uso eficiente de materiais, insumos e tecnologias.
Mais informações sobre o ICLEI PoliCS podem ser encontradas aqui.
Leia também os artigos anteriores sobre o ICLEI:
02/05/2012
Por: Lucas Amaral Lauriano – Pesquisador da FDC
Como vimos em nosso texto introdutório, um conjunto de mudanças que nos levam a um estágio de capitalismo sustentável tem ocorrido no cenário internacional. As empresas, nesse sentido, têm buscado o equilíbrio de suas atividades de maneira a responder a essas transformações, sendo a primeira delas a mudança nos mercados.
A livre competição nunca foi tão intensa, seja em nível nacional ou internacional, e as organizações que estiverem atentas às oportunidades que a sustentabilidade oferece são aquelas com maiores chances de sobrevivência. Com essa percepção, os negócios começam a levar a sustentabilidade em consideração em suas ações e investimentos. Ao mesmo tempo, as organizações se engajam cada vez mais em discussões que visam à transição para a chamada economia verde, um dos grandes destaques da conferência Rio+20.
Um sinal claro das mudanças que os mercados têm vivenciado é a criação de índices específicos de sustentabilidade nas bolsas de valores ao redor do mundo. Criado em 1999, oÍndice Dow Jones de Sustentabilidade é um bom exemplo. Apesar de não ser a única, é uma das instituições mais reconhecidas em âmbito internacional. O índice é revisto periodicamente, e serve de ferramenta para os investidores que querem acompanhar o desenvolvimento das empresas mais comprometidas em questões socioambientais.
Já no Brasil, foi criado em 2005, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, com a percepção de que negócios que levam em consideração os pressupostos da sustentabilidade estão mais preparados para enfrentar riscos ambientais, econômicos e sociais no longo prazo. Diversos são os critérios utilizados nesses índices para a avaliação das empresas, mas a grande maioria leva em consideração políticas ambientais, sociais e de governança (ESG polices) em suas análises.
Outra questão significativa é a criação da primeira Bolsa Verde do Brasil, a BVRio, como um estímulo à criação de um mercado de créditos de carbono. Essa iniciativa é considerada parte da mudança necessária de uma economia baseada na transformação de recursos naturais para a proposta da economia verde, fundamentada em serviços ambientais.
Assim, a sustentabilidade no setor financeiro é, de fato, um sinal de que os mercados cada vez mais reconhecem a sustentabilidade como um diferencial que garante a viabilidade das atividades das empresas. Além disso, as discussões internacionais se voltam para a diminuição dos impactos negativos das organizações, rumo a uma economia cada vez mais verde.
Apesar de serem questões específicas, os exemplos do setor financeiro tornam tangível o processo de mudança que já vem ocorrendo, e tende a se intensificar nos mercados, com maior pressão da sociedade e governos para que as empresas atuem de maneira sustentável.
No próximo artigo da série, veremos como os valores têm revolucionado a maneira como as organizações atuam. Os artigos da série serão publicados a cada quinze dias, e seus títulos podem ser visualizados abaixo:
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Valores
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Transparência
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Tecnologia do Ciclo de Vida
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Parcerias
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Tempo
Rumo ao Capitalismo Sustentável – Governança Corporativa
O principal insumo para a produção dessa série de artigos serão as considerações realizadas por John Elkington, o criador da abordagem Triple Bottom Line, bastante utilizada pelas organizações. Para saber mais sobre esse enfoque, leia o Caderno de Ideias “Abordagens para a sustentabilidade nas organizações”.
24/04/2012
Por: Eduarda Ribeiro Carvalhaes, bolsista de pesquisa da FDC
Como visto no texto anterior, o ICLEI (Conselho Internacional dos Governos Locais pela Sustentabilidade) é uma associação internacional de governanças locais, nacionais e regionais que possuem como interesse comum o comprometimento com o desenvolvimento sustentável.
A fim de assegurar a concretização deste objetivo, o Conselho do ICLEI promove campanhas, treinamentos, troca de experiências e programas que abordam questões de sustentabilidade local em nível global. Tais iniciativas são feitas por meio de uma rede de plataformas composta por todos os membros da entidade, que conecta, através de parcerias, uma cadeia de atores de organizações, além de líderes intelectuais, acadêmicos e atores do setor empresarial.
A promoção desta aliança gera projetos pilotos que visam incluir o tema do desenvolvimento sustentável em congressos e eventos de âmbitos empresarial e governamental.
A visão feita pelo ICLEI da utilização de cidades e governos locais de várias regiões e países, para a construção de uma ampla rede, é de extrema perspicácia, uma vez que é nas cidades que se encontram a maior parte dos atores e líderes que podem atuar incisivamente para a construção do desenvolvimento sustentável.
12/04/2012
Por: Lucas Amaral Lauriano – Pesquisador da FDC
As empresas têm se tornado cada vez mais conscientes da necessidade de equilibrar suas atividades de maneira a gerar resultados ambientais, econômicos e sociais positivos para todos os seus stakeholders. Essa mudança não decorre somente da liderança das organizações, mas também por parte dos funcionários, sociedade civil e governos, que demandam cada vez mais produtos, processos e serviços que levem em consideração aspectos da sustentabilidade.
Diversos especialistas afirmam que o capitalismo está em constante modificação, e que o desenvolvimento sustentável guiará as organizações a um capitalismo sustentável. Essa mudança de paradigma ocorre em diversas questões da gestão empresarial, como parcerias, engajamento com as partes interessadas, transparência, valores, dentre outros. Esta série de artigos terá como objetivo descrever os principais aspectos nos quais essa mudança tende a ocorrer, além de indicar como as empresas têm se posicionado.
Ainda falta muito para que a sustentabilidade esteja efetivamente incorporada na gestão das organizações, mas já é possível observar um movimento para a diminuição dos impactos negativos advindos das atividades empresariais, gerando uma situação de competitividade responsável, e incentivando outras organizações a também adotarem esse tipo de comportamento.
Os artigos da série serão publicados a cada quinze dias, e seus títulos podem ser visualizados abaixo:
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Mudança nos Mercados
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Valores
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Transparência
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Tecnologia do Ciclo de Vida
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Parcerias
- Rumo ao Capitalismo Sustentável - Tempo
- Rumo ao Capitalismo Sustentável – Governança Corporativa
O principal insumo para a produção dessa série de artigos serão as considerações realizadas por John Elkington, o criador da abordagem Triple Bottom Line, bastante utilizada pelas organizações. Para saber mais sobre esse enfoque, leia o Caderno de Ideias “Abordagens para a sustentabilidade nas organizações”.
27/03/2012
Por: Eduarda Ribeiro Carvalhaes, bolsista de pesquisa da FDC
Sediado pela primeira vez na América Latina, o Congresso Mundial do ICLEI (Conselho Internacional dos Governos Locais pela Sustentabilidade) acontece na cidade de Belo Horizonte do dia 14 a 18 de junho de 2012.
Sendo uma associação democrática e internacional, o conselho reúne governos locais e organizações governamentais nacionais e regionais, objetivando assegurar um compromisso vinculado ao desenvolvimento sustentável. Lançado em 1990, tendo como sede as Nações Unidas, o conselho agia em prol de iniciativas ambientais locais. Atualmente, atua com mais de 1100 contribuintes, dos quais se enquadram cidades, municípios e associações, com o objetivo de proporcionar instrumentos necessários para o desenvolvimento sustentável.
O Congresso Mundial acontece a cada três anos, e a cidade de Belo Horizonte foi a escolhida entre outras 35 importantes cidades de todo o mundo para residi-lo. A escolha corrobora o atual momento no qual o Brasil se encontra, devido ao evento Rio + 20, e os avanços da capital mineira na implantação de políticas voltadas para à sustentabilidade.
Reconhecendo a relevância deste tema, o Centro de Desenvolvimento da Sustentabilidade na Construção da FDC tem abordado o Congresso Mundial do ICLEI em seus encontros da Comunidade de Desenvolvimento. As reuniões são realizadas a cada dois meses, e têm como principal objetivo debater questões essenciais da sustentabilidade na construção civil, além de auxiliar as organizações participantes neste desenvolvimento.
No primeiro encontro, realizado em São Paulo, no dia 1º de março de 2012, foi discutido o status do diálogo entre o setor da Construção e a Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião, foi destacada a importância do reconhecimento da gama de atores que influenciam a construção civil, ressaltando, ainda, as dificuldades de incluir organizações tão diversas no mesmo setor.
Também foram pauta da discussão as ações que inibem ou estagnam o desenvolvimento da sustentabilidade no setor, e que dificultam a mensuração de resultados significativos na análise da sua composição. Dentre estes elementos, podem ser citadas a informalidade existente no setor, a falta de transparência no relacionamento com o governo e a falta de estímulo do sistema tributário. Sendo endossada, assim, em seguida, a relevância de como as políticas públicas e a participação do governo são questões essenciais no caminho de um mercado da construção sustentável.
Para mais informações sobre o evento, o relatório está disponível aqui.
19/03/2012
Por: Lucas Amaral Lauriano, pesquisador da FDC
O desenvolvimento sustentável pode ser compreendido como aquele que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades.
Nessa perspectiva, está incluída a ideia de que a geração atual possui necessidades que não se limitam a termos econômicos, e incluem também questões sociais e ambientais. Contudo, a linguagem utilizada pelo relatório no qual o termo surgiu não era adequada ao meio empresarial, o que justificava a necessidade de outras terminologias que pudessem orientar as organizações para a sustentabilidade.
John Elkington cunhou em 1994 o termo Triple Bottom Line (TBL) e, desde então, o conceito tem se tornado referência para muitas empresas na busca pelo equilíbrio de suas atividades, visando a sustentabilidade. O termo bottom line é uma metáfora advinda do vocabulário empresarial que significa representar o lucro líquido de várias transações inicialmente separadas, somando os benefícios e os custos em uma métrica comum.
Já o Triple Bottom Line carrega o significado de que as organizações devem levar em consideração não somente questões econômicas, mas também questões sociais e ambientais que se relacionem com suas respectivas atividades, processos e produtos. O conceito propõe que todas essas questões sejam interpretadas de uma forma única, uma medida compreensível e próxima aos empresários: números.
A percepção de que as atividades das empresas impactam no mundo é uma das maiores conquistas do Triple Bottom Line. O seu maior desafio, entretanto, é medir esses impactos em uma mesma unidade. Com o objetivo de auxiliar as organizações frente ao desafio da medição monetária de impactos ambientais e sociais, diversos indicadores, diretrizes e índices vêm sendo elaborados, como a eco-eficiência; GRI; indicadores do Instituto Ethos; ecologia industrial; pegada ecológica; cubo de inovação sustentável, dentre outros.
Apesar de ter recebido algumas críticas, justamente pela falta de clareza em como medir cada uma das questões propostas, a importância do Triple Bottom Line para a compreensão da sustentabilidade nas empresas deve ser reconhecida. O termo, muitas vezes, é considerado um ponto de partida quando há a tentativa de incorporação da sustentabilidade nas atividades, processos e produtos das empresas.
07/03/2012
Por Rafael Tello - Pesquisador do Centro de Desenvolvimento da Sustentabilidade na Construção da Fundação Dom Cabral
O setor da construção brasileiro vive um momento excepcional, graças ao crescimento econômico, programas governamentais de infraestrutura e moradia, e os grandes eventos internacionais que o país receberá.
Apesar de todos os aspectos sociais e econômicos positivos advindos dessa situação, é preciso reconhecer alguns desafios que o setor tem enfrentado, destacando-se a geração e destinação correta de resíduos de construção e demolição (RCDs).
Estima-se que os RCDs componham de 41% a 70% de todo o resíduo urbano gerado no Brasil, variando de 230 a 660 quilos de resíduos per capita. Nesse contexto, podem ser apontados três desafios fundamentais para redução dos RCDs nas cidades: planejamento urbano, autoconstrução e mudança tecnológica.
Um bom planejamento é fundamental para que a expansão urbana se dê de forma ordenada e formal, evitando construções ilegais e a destruição de edificações e infraestruturas já construídas para instalação de novas.
Observa-se, por exemplo, que as obras para a Copa do Mundo relacionadas à mobilidade estão demandando destruição de estruturas com poucos anos de uso para dar lugar a trams e BRT (Bus Rapid Transit) - tecnologias já disponíveis há muito tempo.
A formação de pessoal em prefeituras e a abertura de diálogo com diferentes grupos nas cidades para busca de um planejamento eficaz, atendendo às demandas diversificadas, ainda é um desafio.
A autoconstrução no Brasil também deve ser questionada.
Essas construções, em sua maioria, não possuem projetos elaborados por especialistas e mão-de-obra capacitada, implicando em obras com qualidade duvidosa e alto nível de desperdício de materiais.
A formalização deste segmento é fundamental, quando se estima que cerca de 70% das moradias no país sejam autoconstruídas.
O terceiro desafio é a mudança tecnológica. A utilização da disciplina fabril para a produção dos componentes de edificações tem um impacto significativo na redução da geração de resíduos nos canteiros.
Entretanto, é perceptível a dificuldade de disseminação desse processo construtivo no país, especialmente no segmento habitacional.
Um fator que influencia nessa situação é a dificuldade de padronização de projetos, o que é fundamental para a produção em massa, aumento do volume de produção e a consequente redução de custos.
Um segundo fator se relaciona com a falta de know-how da produção industrial percebida no segmento habitacional.
A transição da construção tradicional para a industrializada é muito onerosa e arriscada, representando uma barreira para as empresas. Para superá-la, parcerias, fusões ou aquisições são caminhos possíveis.
A diminuição de resíduos demanda um esforço contínuo e orquestrado entre os governos, as empresas e a sociedade civil, incorporando novas tecnologias, incentivando legislações que permitam a correta gestão dos resíduos, e um planejamento urbano que leve em consideração a diminuição dos impactos negativos das atividades do setor de construção no curto e no longo prazo.
Fonte: Jornal Brasil Econômico - 29/02/12 http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/reflexoes-sobre-a-construcao-sem-residuos_113675.html
06/03/2012
Por: Lucas Amaral Lauriano, pesquisador da FDC
A relatoria das ações que visam à sustentabilidade nas organizações é uma prática já consolidada entre as grandes empresas mundiais. Em 2010, quase 80% das 250 maiores empresas do mundo reportaram suas performances em Responsabilidade Corporativa, Responsabilidade Social Empresarial, Cidadania Corporativa e correlatos.
Existem diversas ferramentas e diretrizes que auxiliam as organizações na produção de relatórios de sustentabilidade, entretanto, as diretrizes mais utilizadas em âmbito mundial para a demonstração de resultados relacionados à sustentabilidade nas organizações são aquelas formuladas pela Global Reporting Initiative (GRI) - uma organização baseada em rede que produz um quadro de referência compreensivo de relatoria de sustentabilidade.
A GRI lança princípios e indicadores de performance que as organizações podem utilizar para medir e reportar sua atuação em questões econômicas, ambientais ou sociais. As diretrizes formam uma abordagem padronizada de relatório que objetiva estimular a demanda por informações relacionadas à sustentabilidade.
Integram a rede da GRI milhares de profissionais espalhados ao redor do mundo que colaboram para a manutenção e melhoria da abordagem. Na atualidade, a GRI está em sua terceira geração, e abrange seis grandes categorias: meio ambiente; direitos humanos; práticas laborais e trabalho decente; sociedade; responsabilidade do produto e economia.
Com o objetivo de adaptar a abordagem proposta à realidade das organizações, há também um protocolo técnico, que serve como guia na definição do conteúdo a ser tratado no relatório de sustentabilidade de cada organização respeitando, assim, sua realidade e especificidade. Há ainda suplementos setoriais, que dão as diretrizes específicas de alguns setores, como energia, construção, mineração, dentre outros.
A FDC utiliza as diretrizes propostas pelo GRI na produção de seu relatório anual de sustentabilidade, que pode ser visualizado aqui.
Outras informações sobre o GRI podem ser encontradas aqui.
| Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XsnLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | FileType | xsn | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.2 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.3 | 255 | | Editar no Navegador | /_layouts/images/icxddoc.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/formserver.aspx?XmlLocation={ItemUrl}&OpenIn=Browser | 0x0 | 0x1 | ProgId | InfoPath.Document.4 | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 255 | | Exibir no Navegador da Web | /_layouts/images/ichtmxls.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&DefaultItemOpen=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 255 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsx | 256 | | Instantâneo no Excel | /_layouts/images/ewr134.gif | /pt/blog_sustentabilidade/_layouts/xlviewer.aspx?listguid={ListId}&itemid={ItemId}&Snapshot=1 | 0x0 | 0x1 | FileType | xlsb | 256 |
|
|
|
|
|
|
|
|