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Inovações Financeiras


Por: Hugo Ferreira Braga Tadeu, professor convidado da Fundação Dom Cabral


Tradicionalmente, a área de Cash Management é reconhecida como uma função operacional e relacionada à disponibilidade de caixa, tanto para bancos de varejo, investimentos e para os mais diversos segmentos da economia. No entanto, diversos estudos vêm apresentando a necessidade de reposicionamento desta área, devido às incertezas do mercado.

Ao analisar a economia brasileira, torna-se possível entender que a estabilidade atualmente alcançada é o resultado de um trabalho sério do governo, no início da década de 90, cujo foco foi o Plano Real, a estabilidade da inflação e o ajuste fiscal. Apesar de todo o avanço registrado, o país passou por uma série de crises internacionais, como as da Rússia, Argentina e México, com flutuações cambiais e prejuízos financeiros consideráveis.

Da mesma forma, puderam ser percebidos, no mesmo período citado acima, alterações de legislação e de tributos, representando mais uma incerteza para as empresas.

Mas qual seria a correlação entre o Cash Management, a economia, as incertezas da legislação e os tributos? A resposta advém da necessidade de um novo posicionamento estratégico para o Cash Management, não tomando decisões puramente operacionais, mas estratégicas e relacionadas ao ambiente econômico-financeiro.

Diversas instituições financeiras vêm apontando para a necessidade de um novo modelo sistêmico, em que a disponibilidade de caixa esteja relacionada a inúmeras variáveis exógenas, normalmente não avaliadas pelas empresas.

Neste contexto, caberia aos bancos uma inovação de processos e produtos. Uma reavaliação da conduta dos departamentos econômicos, associando as suas pesquisas a outros departamentos, bem como ao desempenho setorial, seria uma evolução do processo atual de concessão de crédito.

A criação de um ambiente de negócios em que bancos somente emprestassem dinheiro para seus clientes, condicionados a uma avaliação de caixa e ao ambiente no seu entorno, significaria uma redução do risco, traduzindo-se em uma inovação financeira significativa.

Finalmente, esta proposta advém de uma análise da qual apostas de investimentos são realizadas devido à ausência de análises adequadas para o curto e longo prazo.

Ganhariam as empresas e o mercado financeiro, caso estes pudessem desenvolver uma visão sistêmica do processo em que estão inseridos.
 

Planejamento tributário é indispensável

Por Sérgio Eustáquio Pires - Professor associado da Fundação Dom Cabral

A carga tributária no Brasil é elevada, representando cerca de um terço do Produto Interno Bruto do País. Além disso, a legislação tributária brasileira é considerada como uma das mais complexas do mundo.

Estudiosos sobre o assunto elencam mais de cinquenta tributos diferentes, além de um emaranhado de leis, decretos, portarias, regulamentos, normas e pareceres, dificultando o entendimento por parte dos empresários e também o acompanhamento, uma vez que as alterações são constantes.

Tudo isso exige muita atenção e cuidado por parte das empresas, para que não infrinjam as leis e também para que não sejam oneradas demasiadamente em suas operações.

As grandes empresas sofrem menos em relação a essa situação porque, de um modo geral, contam com pessoal mais qualificado em seus quadros, com maior conhecimento do assunto. E, quando necessário, essas companhias dispõem de recursos financeiros para contratar assessorias e especialistas.

Já em relação às médias, pequenas e, especialmente, às microempresas, a situação é mais complicada. Sem dispor de recursos financeiros para contratar assessorias e consultorias e também sem condições de manter em seu quadro pessoal com conhecimento específico, essas empresas contam apenas com os escritórios de contabilidade que, nem sempre, por razões diversas, conseguem dispensar a elas um tratamento adequado.

Este quadro traz consequências danosas tanto para as empresas quanto para a sociedade. As empresas são penalizadas de várias formas, por exemplo, com a perda de competitividade por repassarem para o preço de venda de seus produtos e serviços uma carga tributária incorreta, mais elevada do que na verdade poderia ser. Ou, por outro lado, podem sofrer autuações por desconhecerem a legislação.

Em muitos casos, as empresas sofrem também com a perda de lucratividade e rentabilidade em função de terem seus lucros reduzidos por impostos pagos de maneira equivocada, seja por erros de enquadramento tributário (simples, lucro presumido, lucro real) ou por apuração de forma indevida de seus tributos.

Outro ponto é a perda de liquidez e dificuldade de caixa, em função de a empresa pagar tributos antes de receber dos seus clientes, quando, em alguns casos, poderiam optar por recolhê-los pelo regime de caixa (fato gerador reconhecido no momento do recebimento) em vez do regime de competência (fato gerador reconhecido no momento da venda).

A sociedade também sofre as consequências, pois os consumidores podem estar pagando mais caro por produtos e serviços tributados de maneira equivocada ou, ainda, em função do desemprego causado pelo fechamento de empresas que não conseguem lidar de forma adequada com essas questões tributárias e acabam encerrando suas atividades prematuramente.

Diante disso, o planejamento tributário torna-se uma questão de sobrevivência, indispensável à gestão do negócio. A eficiência da gestão econômico-financeira de uma empresa tem uma relação direta com este planejamento.

Fonte: Brasil Econômico On-line (SP – Política) – 07/12/2011
http://www.brasileconomico.com.br/noticias/planejamento-tributario-e-indispensavel_110165.html

 
 
Câmbio, velhos mitos e novos dilemas

 

Por Antonio de Lacerda,
Professor convidado da FDC.

Cabe um debate mais honesto sobre os riscos de manter a moeda valorizada.

Velhos mitos sobre a questão cambial sobrevivem no debate público, ao arrepio das evidências. Há verdadeiras “lendas urbanas” repetidas à exaustão, embora não resistam a uma análise fria dos dados e fatos. O real foi a moeda que mais se valorizou entre as 58 maiores economias do mundo nos últimos anos, conforme estudo do Banco para Compensações Internacionais - o Bank for International Settlements (BIS) – o banco central dos bancos centrais, baseado em dados compilados até o dia 15 de fevereiro, que consideram o câmbio efetivo, isto é, as taxas cambiais dos países, ajustadas pelas taxas de inflação. Enquanto o real atingiu o índice de 152,61, o maior dentre os países analisados, o Yuan chinês atingiu 118,13 e a rúpia 107,16.

No entanto, ainda é muito comum que se argumente que todas as moedas dos países emergentes se valorizaram. Todas de fato, podem ter se valorizado, mas o real foi de longe a que mais se valorizou, o que faz com que percamos competitividade vis a vis os nossos principais países concorrente. Subsidiamos as importações e inviabilizamos as exportações de industrializados.

Também não raro, diante da evidência da valorização do real, a afirmação de que “as empresas acabam se adaptando à moeda valorizada”. De fato, a racionalidade microeconômica das empresas as leva a adaptar-se às circunstâncias, no caso ampliando as importações, diminuindo o valor agregado local e deslocando vendas externas para o mercado doméstico. Muitas se transformam e passam de indústrias a maquiadoras de produtos, ou meras representantes comerciais de fabricantes do exterior.

Há ainda quem veja na valorização cambial uma oportunidade fantástica para as empresas se modernizarem, adquirindo novas máquinas e equipamentos no exterior por uma verdadeira pechincha. Valeria questionar quem ainda vai se aventurar a produzir localmente com condições sistêmicas desfavoráveis, se é tão barato trazer logo os produtos prontos de fora?

Mesmo que a hipótese fosse verdadeira, de que o câmbio baixo estimula a inovação, seria o objetivo correto, porém com o instrumento equivocado. Ao distorcer um preço fundamental na economia, que é justamente a taxa de câmbio, estimulamos não apenas importações de bens de capital, mas também e, principalmente, de todas as categorias de bens de consumo, substituindo a produção local. Os coeficientes de importação na indústria estão aumentando significantemente, não apenas em máquinas e equipamentos, mas também e, principalmente, em bens intermediários e de consumo.

O estímulo mais adequado e coerente para a modernização via aquisição de máquinas e equipamentos no exterior deve fazer uso de instrumentos tarifários, tributários e de financiamento direcionados a esse bens. Isso evitaria subsidiar de forma ampla, via câmbio, a todas as importações, indiscriminadamente como ocorre no Brasil, não importa se de bens para investimento, ou consumo, ou ainda se eles poderiam ser produzidos no país.

É também evidente que o câmbio não é o único fator responsável pela nossa perda de competitividade. Há tanto questões econômicas, como tributação, juros, burocracia, entre outras, quanto de outra ordem, como nível educacional, tecnologia, etc.. No entanto, é equivocado misturar as agendas e autoenganar-se que as medidas compensatórias, como incentivos fiscais, possam “compensar” o problema cambial. Precisamos melhorar a competitividade sistêmica, mas também tratar de aprimorar a política cambial.

Caberia um debate mais qualificado e honesto sobre as conseqüências e os riscos da opção feita pelo Brasil de manter sua moeda valorizada. Ao contrário do que o senso comum poderia nos levar a concluir, uma moeda artificialmente forte nos entorpece e cria uma falsa sensação de riqueza.

Mas, não por acaso, não apenas o caso mais citado da China, países em sua fase de desenvolvimento optam por manter uma moeda fraca, justamente para estimular, juntamente com outros instrumentos de fomento à competitividade, o valor agregado local, os investimentos produtivos, as inovações e as exportações.

Podemos escolher permanecer como paraíso da arbitragem com câmbio e juros, de ampla oferta de produtos baratos e de viagens de turismos no exterior. A pergunta é como vamos pagar a conta dessa festa imodesta.

Também vale o alerta que banalizar demandas empresariais envolvendo a questão, rotulando-as como “choradeira”, ou coisa que o valha, denota um enorme desconhecimento da lógica empresarial. Há muitos empreendedores que obtêm ganhos muito mais expressivos correndo menores riscos e com bem menos trabalho, substituindo a produção local por importações. O retorno é muito mais fácil, rápido e, em geral, bem mais robusto.

A pergunta é se esse é um caminho minimamente sustentável para o país, e, por consequência, no longo do prazo, para a empresa. Vale questionar se podemos abrir mão de gerar renda, empregos e tecnologia, em troca de nos tornamos, no limite, apenas um entreposto comercial.

A permanecer o quadro de valorização cambial, o deficit em conta corrente do balanço de pagamentos, acumulado em cerca de U$$ 50 bilhões nos últimos doze meses, seguirá aumentando, o que nos tornará crescentemente dependentes da disposição dos capitais internacionais em nos financiar e mais vulneráveis.

Por todos os aspectos mencionados fica evidente que não se trata de um problema localizado, uma demanda corporativa setorial. Mais do que um problema da indústria, estamos diante de um dilema que afeta a nação brasileira e seu futuro.


Fonte: Valor Econômico - SP (Opinião) | Publicado em: 23/02/2011

 

GESTÃO DE RISCOS
 
Nas últimas décadas, o nível de exposição a risco das empresas vem crescendo de forma vertiginosa como conseqüência de um mundo cada vez mais integrado, volátil e incerto. E, por isso, a gestão de riscos tem merecido uma maior atenção por parte das organizações. Isso, porque uma gestão de risco corporativo eficiente fortalece a estrutura de capital da empresa e permite, ao gestor, fazer a opção para uma estrutura de capital ótima, aproveitando as oportunidades de endividamento a custos mais interessantes, e, ainda, permite apoiar o plano de crescimento da empresa.
 
E o que é risco? O risco é a possibilidade de uma perda inesperada. Numa distribuição de probabilidades pode-se ter diversos ganhos e perdas possíveis, que podem ser menores ou maiores. A gestão de risco lida, de forma sistemática, com as incertezas associadas ao futuro, avaliando riscos e, também, oportunidades, com o objetivo de elevar o valor da nossa empresa.
 
Por que gerenciar riscos? O gerenciamento integrado de riscos possibilita às corporações compreender de forma mais objetiva os riscos a que está sujeita, diminuir a possibilidade de perdas inesperadas, aumentar a confiança na alavancagem financeira e operacional da empresa. É temerário querer aproveitar uma oportunidade de alavancagem financeira, tomando dinheiro emprestado, se não se consegue medir os riscos do endividamento. De fato, a princípio, o aumento do endividamento eleva a rentabilidade da empresa, eleva o valor da empresa, sobretudo pelo benefício fiscal, mas eleva também o risco. E é preciso ser capaz de avaliar este risco. O gerenciamento do risco possibilita, ainda, melhorar a locação de capitais; responsabilizar os tomadores de decisão e entrar em novos mercados, que mapeados, podem ser mais bem conhecidos.

Diante desse cenário, torna-se imprescindível aos gestores o conhecimento de um conjunto de instrumentos para avaliação dos riscos envolvidos em suas decisões estratégicas e operacionais, uma vez que não se pode falar em performance sem se falar dos riscos envolvidos. 
 
 
* Texto extraído da palestra do professro Haroldo Mota (editado por Marianna Diniz)
A dinâmica financeira em momentos de crise

Por Luis Augusto Lobão Mendes, professor da FDC

Quando, no ciclo financeiro, as saídas de caixa ocorrem antes das entradas de caixa, a operação da empresa cria uma necessidade de aplicação permanente de fundos, que se evidencia no balanço por uma diferença positiva entre o valor das contas cíclicas do ativo e das contas cíclicas do passivo. Denomina-se de Necessidade de Capital de Giro esta aplicação permanente de fundos.

Ao expandirem suas atividades, as empresas aumentam a necessidade de capital de giro, primeiramente são as aplicações de recursos em estoques que se elevam para atender às previsões otimistas de vendas, em seguida, há um crescimento das aplicações em créditos concedidos aos clientes, motivados pela mera elevação de receitas. Parte destas aplicações são financiadas pelos fornecedores, sendo que o restante exigirá financiamentos adicionais. Em razão da escassez de fontes de financiamento de longo prazo, as empresas de menor porte acabam por financiar as aplicações operacionais de natureza quase permanente com fontes de curto prazo.

Outro conceito importante é o Saldo de Tesouraria, que é a diferença entre o ativo e passivo erráticos. Denomina-se “ativo errático e passivo errático” as contas circulantes que não são diretamente ligadas à operação e cujos valores se alteram de forma aleatória. Apenas para exemplificar, a conta disponível/caixa é considerada como ativo errático e as contas empréstimos de curto prazo e pagamento de Impostos de Renda como passivo errático.

Uma importante função da diretoria financeira de uma empresa é acompanhar a evolução do Saldo de Tesouraria, a fim de evitar que permaneça constantemente negativo e crescente. A maioria das empresas que opera com um Saldo de Tesouraria crescentemente negativo apresenta uma estrutura financeira inadequada, revelando uma dependência excessiva de empréstimos a curto prazo, que poderá levá-las, até mesmo, ao estado de insolvência. De modo geral, essas empresas enfrentam dificuldades para resgatar seus empréstimos a curto prazo, quando os bancos, por qualquer motivo (como a crise que se instala neste momento no mundo), se recusam a renová-los.

O problema de liquidez das empresas que apresentam Saldo de Tesouraria negativo torna-se crítico em períodos de recessão econômica, quando uma diminuição substancial das vendas provoca um aumento, também substancial, da sua Necessidade de Capital de Giro. Isso ocorre porque, nessas condições, o autofinanciamento não é mais suficiente. Esse crescimento de Saldo de Tesouraria negativo, foi denominado pelo Prof. Michel Fleuriet como efeito tesoura.

Havendo um agravamento da crise, haverá resistência à renovação dos empréstimos, o que muitas vezes, pode levar a um movimento de “queima” de estoques, com margens eventualmente negativas e o afrouxamento das restrições de crédito, com reflexos diretos na inadimplência. Tudo será feito para cumprir uma Necessidade de Capital de Giro. Trata-se de uma dinâmica perversa. A fim de evitar o “efeito tesoura”, as empresas devem planejar a evolução do Saldo de Tesouraria, devendo o autofinanciamento ser suficiente para financiar, pelo menos, os aumentos de sua necessidade de capital de giro.

O que as empresas precisam para gerenciar custos com eficácia?
Por Haroldo Mota - Professor da FDC
 
No contexto de um discurso normalmente racional, as empresas defendem a adoção de instrumentos de gestão de custos como forma de melhorar a eficiência econômica. Mas, na prática, nem sempre conseguem alcançar esse objetivo. Parte da dificuldade reside na incapacidade de compreenderem, com clareza, quais são as informações, processos e práticas necessárias e uma correta gestão dos gastos operacionais. Usualmente, pensam que o que falta é um sistema de custos, que favoreça a identificação dos gastos passíveis de redução ou eliminação. Mas, muitas vezes, o que as empresas precisam é de um bom processo orçamentário, conduzido com o apoio da alta administração.
 
Um exemplo: no início de 2006, a Klabin decidiu que iria gastar em custos fixos anuais, nos próximos dois anos, a mesma quantia gasta no ano anterior. Para isso ser possível, a empresa tem que contar com um robusto processo de planejamento e controle orçamentário, que permitia identificar as ações necessárias ao cumprimento das metas, bem como com gestores responsáveis pela sua execução.
 
De um modo geral, e ao contrário de um sistema de custos, o modelo orçamentário não pode ter rateio de gastos fixos, pois seu objetivo é identificar os responsáveis pelos gastos. Por mais racional e lógico que seja o rateio de custos, ele não permite atribuir responsabilidades pelo dispêndio. Nenhum gestor de centro de custos se sentirá responsável pelo consumo de energia elétrica da sua unidade caso este gasto lhe for atribuído através de processo de rateio.
 
Outro ponto importante em uma modelagem orçamentária é a divisão dos custos em fixos e variáveis. O comportamento distinto desses dois grupos de gastos e as ações necessárias à sua otimização justificam sua discriminação.
 
Recentemente, a WEG, fábrica de motores elétricos, instalou uma unidade de compras na China para adquirir matéria-prima a preços mais baixos. Neste caso, a empresa atuou sobre custos variáveis. Por outro lado, a Brasil Telecom vem passando por uma reestruturação organizacional, visando a redução de custos fixos. Enquanto os custos variáveis estão muito vinculados à gestão da cadeia de suprimentos, os custos fixos se vinculam à estrutura organizacional, processos etc.
 
Um programa de redução de custos desconectado dos objetivos alinhados ao plano estratégico poderá colocar em risco a performance futura da empresa, com graves impactos sobre o seu valor. Reduzir o quadro de engenheiros de software em uma empresa de tecnologia da informação, por exemplo, poderá comprometer o seu fluxo de caixa futuro. Neste sentido, não se deveria falar em redução de custos, mas sem na sua otimização, no contexto dos objetivos estratégicos da corporação. Portanto, é o processo orçamentário e não obrigatoriamente um sistema de custos que as empresas precisam para uma gestão de custos mais eficaz.

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